Um tempo atrás vi um texto sobre a banalização do amor (que é do Arnaldo Jabour se não me engano), que a prática hoje em dia era beijar deus e o mundo e não se apegar a ninguém. Então Ficar é in, namorar é out? Será mesmo?
Sim, voltamos no mérito de ter alguém. Mas vocês tem que concordar comigo que apesar de ser uma casa da mãe Joana, uma balada hoje em dia, ainda não encontrei ninguém que não sonhe em ter, pelo menos por uma semana,alguém pra chamar de seu.
O amor até pode estar banalizado, associado a levianiedade na tv, não ser praticado rigosamente, mas ainda é amor. É a perdição que todo mundo evita e que no fundo todo mundo quer.
O frio na barriga de segundos antes de beijar alguém que se gosta, a mão suada por não saber como tocar, os passeios bobos, as frases sem sentido, os olhares envergonhados. Um namoro dos tempos antigos por assim dizer? Conhecer uma pessoa e saber que vale a pena todo o receio do gostar.
Nessa semana onde acho que estou um pouco mais romântica que de costume, posso seguramente dizer...
Ainda não quero me casar, acho que sou mais adepta dos dias moderninhos, onde curtir vem primeiro do que gostar. Mas invejo profundamente as cartas que meu pai escrevia pra minha mãe. Ela com certeza sentia o amor dele ali, sem duvidar de nenhuma palavra.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Sobre o amor nos tempos de cólera... Ou de curtição, como queiram
A primeira reação de meu pai quando disse que não sonhava em entrar de véu e grinalda na igreja foi, me mandar pra fora de casa. Sim, parece coisa dos tempos da caverna, em pleno século 21, alguém achar um absurdo um outro alguém não querer casar.
Mas ele além de ter sido criado em uma família alemã pra lá de tradicional, é pai. E todo pai sonha em levar sua filha ao altar.
Naquele dia, eu sai de casa, mas voltei na mesma noite.
Muito tempo se passou desde aquele dia, ainda não quero me casar na igreja (=P), mas até cogito a possibilidade de um dia, se for pro bem da nação ( ou meu mesmo), casar.
Tudo bem que o post nada tem a ver com a minha vontade de passar a vida inteira com alguém, só falar de como as coisas mudaram de um tempo pra cá.
Postado por Ivana às 00:02
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1 comentários:
petit!
bom, me fizestes pensar... e sabe, acho que sou um `amante à moda antiga`... eu não combino muito com essa história de `balada e curtição`, não que eu não goste... mas acho que meu habitat é outro, mais intimo...
gostei do post!!
beijo! saudades!
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