segunda-feira, 24 de março de 2008

O porquê do sim

Não foram pelas borboletas no estômago ou pelo suar frio das mãos,
Não foram por noites mal dormidas ou pelas unhas ruídas, pela ausência ou pela solidão.
Pela conveniência talvez, mas com certeza foi pela saudade.

Saudades de passear sem ter rumo e saber que o caminho está certo.
Saudades de escutar músicas bobas como se tudo que falassem faz sentido.
Saudades de ter pra quem ligar sem ter hora, sem ter razão.
Saudades de dividir o sanduíche, a pipoca, a cama e os segredos.
De pés enrolados, filme e cobertor num dia de frio.
Saudade de suspirar sem sentido, de achar graça nas coisas tolas.
De ser quem se é sem precisar agradar.

De não ter certeza de nada, mas saber com certeza, de que matar as saudades, vale a pena.

1 comentários:

James disse...

Ivana! Como eu prometi, visitei teu blog. E li tudinho. Amei teu post intitulado "Permita-se". É demais!

Adoro o jeito que tu escreve - muito bem, por sinal. Me identifiquei bastante e pode esperar por mais visitas e comentários da minha parte. Parabéns pelo blog! :D

Beijao ;*